quarta-feira, 13 de junho de 2012

Alexandre, o Grande

                               
          Colin Farrell, no épico "Alexandre, o Grande" (2004) 


O dia 13 de junho é uma marcante para qualquer apreciador da História. Em 323 AC., sucumbia frente a uma febre mortal o responsável pela construção de um dos maiores Impérios do mundo antigo. Cordial com os que se rendiam, cruel e inquisidor com quem ousasse se impor perante seu exército. Este era um dos maiores gênios das batalhas, Alexandros III Philippou Makedonon, popularmente conhecido como Alexandre, o Grande.
                                                  Os ensinamentos de Aristóteles
Filho do rei macedônico Felipe II com Olímpia, princesa do Epiro, Alexandre nasceu no ano de 356 AC. na Babilônia. Desde cedo se destacava tanto nas artes marciais quanto por ser um grande domador de cavalos, de tal forma que domou em poucas horas Bucéfalo, seu fiel companheiro nas batalhas que viriam. Admirador da épica Ilíada, de Homero, Alexandre cativou-se pela história de Aquiles e desde então, o tornou como exemplo de vida.
Seu pai incentivou as artes e a cultura na vida do jovem príncipe. Ele atribuiu a Aristóteles, um dos homens mais sábios daquele tempo, a tarefa de educar o herdeiro do trono macedônico. Política, ciências, medicina e história grega foram ensinadas por seu tutor, fazendo nascer dentro de Alexandre um profundo gosto pela cultura helenística, o que levou ele a difundi-la anos mais tarde aos povos conquistados.
                                         A morte de Felipe II e o início do reinado de Alexandre
Devido ao conhecimento adquirido, o jovem Alexandre se encarregava das colônias na ausência de seu pai e com 18 anos, a frente da Cavalaria, derrotou o batalhão sagrado em Tebas na Batalha de Queronéia, depondo a Grécia sobre tutela Macedônica. Durante a cerimônia de casamento de sua irmã, Cleópatra, com o irmão de sua mãe, Alexandre de Epiro, Felipe II foi atingido mortalmente a mando do rei Persa, Dário III, por Pausânias.
Então com 20 anos, Alexandre subiu ao trono e logo teve de conter revoltas internas na Grécia, principalmente em Tebas, onde teve de intervir violentamente, massacrando milhares de Tebanos. Motivado pelas vitorias obtidas, organizou o exército e iniciou a expansão territorial do reino, com um único e ousado objetivo em mente: a conquista da Pérsia.
                                                            As Guerras Persas
 Dário III obrigou o povo a lutar, tendo em suas mãos um exército numeroso, porém desmotivado. Além disso, o rei Persa tinha a seu favor elefantes que serviam de tanques de guerra e carruagens com lâminas pontiagudas e essas, quando em movimento, despedaçava o exército que tivesse pela frente. Para enfrentar tal batalha, Alexandre levou em sua expedição o fator determinante nas conquistas subsequentes: cartógrafos e sábios para estudar o local a ser invadido e programou novas máquinas de guerra como as catapultas, além de aperfeiçoar as táticas de guerra utilizadas por seu pai. No entanto, antes de iniciar a batalha, foi de encontro às ruínas de Tróia, em memória a Aquiles como forma de obter a proteção na "Odisseia" que viria.


 A visita impulsionou o jovem rei, que avançava triunfante em território inimigo, Dário III, temeroso quanto ao futuro do seu reino, foge na batalha de Isso (333 AC.) consumando a derrota frente os invasores. Sua família é feita prisioneira, mas Alexandre trata a todos com cordialidade e respeito. Diferentemente ele fez com a capital do Império, Persépolis. Com espírito de vingança frente à destruição de Atenas 150 anos antes pelos invasores persas, Alexandre mandou incendiar e matar todos que ali viviam. Dali, ele ruma frente à Ásia Menor.
                                        A conquista do Egito e a campanha da Índia
Palestina, Síria e Fenícia são sitiadas e devido ao repúdio que sentiu durante o cerco que durou meses em ambos os reinos, ele manda matar mais de 8 mil pessoas, além de vender como escravas outras 30 mil. O poder de Alexandre aquela altura, já não tinha mais limites e ele só pensava em conquistar o Egito, que ainda estava sob domínio Persa. Ele não encontrou grandes obstáculos e não houvera maiores combates, o povo enxergava-o como um libertador e assim agradecidos pelo feito obtido foi nomeado pelos sacerdotes egípcios Faraó (Deus). Antes de partir em viagem, fundou a cidade de Alexandria, reconhecida por ter a maior biblioteca com cerca de 500.000 exemplares, além do Farol de Alexandria, considerada uma das 7 maravilhas do mundo antigo.
Alexandre então decide invadir a Ásia Central, rumo a Índia, a resistência da população local era fortíssima. Após 3 anos de lutas e massacres, ele conquista uma pequena parte, onde funda a cidade de Bucéfala, em homenagem ao seu cavalo. O exército, cansado dos enfrentamentos ainda tem de enfrentar as adversidades climáticas. Tigres, cobras venenosas e mosquitos surgiam e dificultavam a vida deles na selva, liderados pelo oficial Coinos, eles exigem a volta para Macedônia. Alexandre, desgostoso da decisão do seu exército, acata e mesmo em contragosto, bate em retirada.
                                         A morte de Alexandre e o seu legado
Na volta para casa, Alexandre pretendia invadir a Arábia antes de chegar na Babilônia. Seu plano não se concretizou, e ele nunca voltou a ver a sua terra natal. O tão aclamado conquistador acabou por padecer repentinamente aos 32 anos, ao contrair uma febre que nenhum dos seus médicos soube explicar e curar. Com sua morte, seu Império foi divido entre os generais de sua confiança, mas pouco a pouco, os povos conquistados foram recuperando a sua soberania por meio da força. Ele teve 2 filhos, um com uma concubina e outro com a princesa da Pérsia, Státira, filha de Dário III.
Em 12 anos de reinado, Alexandre dominou boa parte do Oriente, além de Egito e Grécia, sendo o maior Império de seu tempo. Além disso, deu liberdade de culto aos deuses dos territórios conquistados, difundindo o pensamento grego entre eles, fazendo nascer desta mescla entre Ocidente e Oriente a cultura Helenística e inspirou Júlio César no seu modo de governar o maior Império de todos os tempos, o Romano.

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